Prakash Poudel


Just got a commentary from Lapax, who wrote in to clarify the mysterious Nepalese cry style tune (based on a Papa San track called “Maddy Maddy Cry” (thanks to Vamanos for that clarification)) that I posted some months ago:

“It’s actually a comedy/parody song by a nepali singer – prakash poudel.

It’s about a teenager telling his mom that he can’t live without this girl that he likes and she’s the only one he can live with..

Not sure if the beats and the music is based on some other song, but there you go..”

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=mjLo8rNCQsA&rel=1]

Cape of Good Dope; An Interview with Fletcher aka DJ Dope

I was recently in Cape Town, on my way home from Ethiopia, and stopped in to hook up with my good friends from African Dope Records, play a couple gigs and shoot a video with Teba for my upcoming full length album, Archipelagoes, on Soot Records.

Once again, I had the pleasure to stay at my man Fletcher’s house in Bo Kaap. It was a short stay that left me wishing I had more time there (as usual), full of tons and tons of music and tech talk, good food, and outings in the city and mountains. Here is another mini-documentary/interview in my slowly (but surely) growing series. Keep your eyes and ears peeled for Fletcher’s video/music production work in the coming future…..

What the kids are doing in Ethiopia

Getting back to Ethiopia for a minute. Here are a few videos gleaned from youtube. “What the kids are doing,” as Diplo would say, these days in Ethiopia.

Ethiopia Telecommunications has a monopoly on the cellular, fixed phone and internet market. The relatively common cybercafes a stocked with groups of computers all connected to a dial up connection. Excruciatingly slow! The one solution I found was to log in at the Sheraton Hotel for $20/hr. They have a 128 kbps connection. However, it is impossible to login to myspace from Ethiopia, which seems to account for the lack of Ethiopian (or for that matter Eritrean) presence on myspace. Thanks to the Ethiopian diaspora, we have some of this stuff available online.

The first one is my favorite. Tewodros (aka Tedy) and Abraham – gurageton. I heard about this track and searched and searched asking all the street vendors I saw if they had anything from Tedy. Everybody knew him, but nobody had any CDs. The only thing I found was a VCD compilation put out by AS Records. I’m loving the combination of styles in the dancing in this one. Sort of Rize goes to Addis and learns iskista. Or vice versa.

The next up is another one off track (at least at this point) by Mary Abebe called Ahun Naw. Again on a mutated reggaeton tip. I like the otherworldy keys. Super catchy hook too. I found this track on the same VCD that I found the Gurageton track on. Unfortunately, both of them come as video files. Although I managed to extract the video and create an MP3, the quality is pretty bad. :-( So, I’m not posting the audio for these…..

Lastly, a video of Jonny Ragga’s track, “Abshewi.” Although there is a burgeoning reggae scene in Ethiopia (almost exclusively in Addis), there is very little released music available. Jonny Ragga is practically a house hold name there. His record, “Give me the key,” on Mango Records, can be found from most street vendors and record shops. Here’s an MP3 of “Give me the key,” the video clip of which can also be found on youtube. This is a 192kbps rip. Sorry for the digital hiccough at the beginning. The original CD has the same thing…..

A busca periférica de sons periféricos

Following the lead of DJ /rupture and Wayne&Wax, here is the complete text of Camilo Rocha‘s interview with me (while I was in Ethiopia recently) for an article in the Folha de São Paulo. As Camilo noted in his comments on Wayne&Wax’s page, the resulting aticle was a somewhat superficial look at “Globalista Ghettotech International Urban whatever whatever music culture,” mainly do to lack of space. But, hurrah! This is one of the first attempts at covering these topics within the Brazilian media, which on the whole, isn’t very open to covering underground, peripheral issues locally and especially not on an international level. I also feel that it’s an extremely pertinent discussion for that Brazilian music scene, which, while often on the exploited end of things, is also on the exploiting end of things (even within the same scene, i.e. baile funk and hip hop, or for that matter, the burgeoning ragga/dub scene and the techno brega movement in Belem do Pará).

Sorry, anglophones, but it’s in portuguese…..guess you’ll have to run it through the babelfish thang…..and, just in case you’re wondering, that’s Marcelinho FROM the Moon, not Marcelinho THE Moon. ;-)

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CR – O que vc está fazendo na Etiópia?

MB – Acabei de fazer som direto para um documentário sobre o lobo etíope nas montanhas Bale no sul de Etiópia. Uma grande parte das minhas viagens são financiadas pelos trabalhos que eu faço como técnico de som. Depois do trabalho remunerado, eu fico um tempo sozinho para pesquisar a música, conheçer músicos, gravar, produzir e fazer colaborações. Hoje é o meu primeiro dia sozinho (como produtor músical) em Addis Ababa e estou começando correr atrás uns músicos já indicados pelos amigos. Eu pretendo gravar com uns músicos tradicionais e talvez uns MCs de ragga, mas o meu foco principal é para pesquisar a música etiópe.

CR – Quais foram suas últimas viagens musicais?

MB – Escutar Jon Hassell e Brian Eno em quando eu estava sobrevoando o oceano atlântico para África. ;-) Senegal, Marrocos, Zanzibar, África do Sul – os resultados vão sair no meu disco chamado “Archipelagoes,” que vai ser lançado na Soot Records (do DJ /rupture) em janeiro.

CR – Como vc começou a se interessar por sons e ritmos de diversos lugares do mundo?

MB – Acredito que foi atraves dos festivais no meio dos anos 80 em Seattle, quando eu vi as performances de King Sunny Ade, Sonny Okosuns, Thomas Mapfumo, Nusrat Fateh Ali Khan, e outros. Ao mesmo tempo, estava tocando batera numa banda de punk hardcore e mergulhando no mundo de reggae. Quase toda semana tinha uma banda jamaicana tocando por aí. Virei mestre de furar as boates e bares (ainda não tinha 21 anos) ou escalar muros e grades para entrar sem pagar. Nessa epoca, eu começei ouvir hip hop tambem. Mixtapes com Mantronix e Run DMC. Começei ver que todo tipo de música é interconectada. Aos 18 anos fiz minha primeira viagem sozinho para Jamaica. Queria conheçer Reggae Sunsplash, fumar um, ir a praia e sei lá…… O que aconteceu foi que o meu mundo mudou completamente. Descobrí que mesmo que a música é uma idioma universal, tambem é uma idioma com sutilezas locais que só podem ser melhor entendidas dentro dos contextos originais.

CR – Como é sua relação com os músicos/produtores com quem trabalha pelo mundo? Como faz o contato? Que acordo tem para pagamentos e direitos autorais?

MB – A maioria das pessoas com quem eu trabalho são indicadas pelos amigos ou cuja música já conheço e admiro. Eu simplesmente vou me apresentando para as pessoas que eu acho interessante. É tudo muito casual. A amizade e afinidade vem muito antes dos negocios. Se não rolar um vibe legal, a música não rola. Todos meus trabalhos são parceirias onde os direitos autorais e qualquer pagamento no futuro são divididos igualmente. Com músicos que não são envolvidos no processo de composição e apenas estão interpretando, eu pago um cachê e/ou faço uma gravação ou produção em troco. Tem muito pouco dinheiro envolvido e é necessário ser muito criativo em utilizar os recursos disponíveis. Por exemplo, a maioria das minhas produções são gravadas em hoteis baratos ou nas casas dos músicos e frequentamente com equipamento emprestado.

CR – Que projetos vc está fazendo no Rio atualmente?

MB – O Rio é onde eu produzo, componho e cuido dos meus trabalhos. No momento estou preparando pro lançamento do meu disco que vai sair em janeiro na Soot, criando batidas para o meu próximo disco que vai ser 100% em parceiria com músicos cariocas e administrando a transição de um programa online de música brasileira que eu tenho produzido há uns anos. Alem de tudo isso, fiz uma proposta para dar aulas sobre produção digital na sede de Afroreggae em Parada de Lucas que devem começar ano que vem.

CR – Pq resolveu morar no Rio? Qdo veio morar aqui? O que gosta na cidade?

MB – Me mudei pro Rio em 1999 e me amarro. Agradeço todo dia por ter o previlegio de poder morar no Rio. Estava fugindo da chuva e frio de Seattle e a falta de uma cena músical interessante (não sou roqueiro). Estava buscando uma cidade grande, perto do mar, com floresta, clima tropical, música boa onde eu me sentí em casa. Achei tudo isso.

CR – Vc toca bastante no Rio? Como é a aceitação dos brasileiros para a mistura musical que vc faz?

MB – Fora de tocar na festa de Digitaldubs de vez em quando, eu toco muito raramente no Brasil. Muito infelizmente. Não tenho achado uma grande receptividade pro meu trabalho no Rio ou no Brasil em geral. Parece que eu tô sempre fora das padrões do mercado. Não toco o mesmo estilo a noite toda. É dificil descrever o que eu faço e nada disso facilita bookings. Conheço a maioria das pessoas envolvidas nas cenas de hip hop, DnB, reggae e dub (faço um pouco de todos esses estilos) e me identifico com elas, mas não me sinto que eu faço parte das cenas delas. Se eu não tenho sentido uma aceitação do publico, na mesma medida, eu tenho achado uma boa recepção na parte dos músicos que sempre são mais antenados e abertas em geral. Umas das pessoas com quem eu tenho colaborado são o BNegão, Mr. Catra, Speed Freaks, Marcelo Yuka, Pivete, Marcelinho da Lua, Digitaldubs e Marechal.

CR – Como vê essa popularização do “global ghettotech” (como o chamou Wayne&Wax)? Pq há tanto interesse e projeção desses estilos nos últimos anos?

MB – Acho bom e ruim ao mesmo tempo. É um sinal de que há um interesse em conheçer “o outro” que é bom, mas ao mesmo tempo, muitas vezes rola uma objetificação e exotização que dificulta conhecimento de verdade. Mas, acho que essa parte ruim faz parte do processo de culturas se encontrar e começar interagir. Batidas eletrônicas são os pontos de encontro. É o campo onde todo mundo pode se entender. O computador, que já foi chamado do primeiro “universal folk instrument,” é acessível ao todo mundo. Então, o volume de música produzida que pode ser encaixada nesse “global ghettotech” está aumentando no mundo todo e a morte das gravadoras tradicionais e o crescimento da distribuição de música no internet estão ajudando essa popularização.

CR – Muita gente vê com desconfiança a idéia de músicos estrangeiros pegando a música brasileira e a exportando. O que vc acha disso?

MB – A exportação de música sem dar c
redito e/ou pagamento pro artista é, obviamente, sempre errada, mas, desconfiança de que exatamente? Da qualidade do resultado? De ser uma forma de roubo cultural? Acho ridiculo. Vamos falar, então, do inverso – do hip hop brasileiro, reggae brasileiro ou agora, tem pessoas até fazendo dubstep brasileiro. Todas esses estilos estão sendo exportados pro Brasil e estão ficando brasileirados. E, a maioria foram, são, e vão ser, pobre imitações. Mas, que beleza!! Vamos lá!! É assim que a música desenvolve, evolue e cresce. E, é a mesma coisa com o samba gringo. Na maioria das vezes, é simplificado até o ponto de ser uma bobagem, uma piada, mas quase sem exeção, é atraves de imitação que novos estilos e inovações surgem. O espírito da música não tem dono.

CR – Que sons, DJs, produtores e artistas tem empolgado você ultimamente?

MB – Acho a cumbia muito interessante. É muito maleável e aberta. Capaz de absorvir quase qualquer estilo e manter a identidade dela. Sou fã de Z’Africa Brasil pelos flows legais e batidas diferentes e muito brasileiras. Boxcutter, Benga e Jahcoozi pelas produções inovadoras. O disco do The Refugee All Stars é bonito pra caramba, muito astral.