Interview with Duplexx


Duplexx at Plano B, Lapa, Rio de Janeiro.

Duplexx will perform at Humaitá pra Peixe in Rio de Janeiro on January 26, 2007.

The biggest, loudest and most subtle noise in Rio de Janeiro……an interview with Duplexx, (aka Bartolo and Leo Monteiro).

Como que vc descreve o seu som?

O som do duplexx é textural e polifônico ao mesmo tempo.
No primeiro disco, fazemos isso dentro de formatos mais definidos. Cada música, como uma canção, tem suas idéias próprias, e algumas vezes até pode ser reconhecida como alguma variação de estilo eletrônico (por exemplo: funk carioca, big beat, ambient etc…), mas nunca nos preocupamos em fazer isso de maneira sistemática. O duplexx é um projeto de estilo livre. Nos shows, isso fica mais claro, e as texturas e elementos vão se sobrepondo e variando de uma forma mais improvisada. Costumamos dizer brincando que fazemos jazz, o que não quer dizer que seja realmente isso, mas carregamos o elemento de improvisar sobre um tema. Uma idéia bem definida que vai ser variada dentro de estruturas pré definidas, mas alteradas de maneira bem intuitiva e livre.

Tem alguma caracteristica da sua música que é especificamente brasileira? O que é?

Isso é uma questão curiosa. Acho que trazemos elementos brasileiros dentro da nossa música pelo simples fato de sermos brasileiros. Isso está além de nós. Mesmo que não quiséssemos, estaríamos nos opondo a essa idéia, o que delataria a nossa brasilidade. Mas, objetivamente, o nosso som é formado por elementos estruturais mais que gênero ou estilo. Algumas levadas podem lembrar um samba, ou um funk, mas de maneira geral, não temos uma veia folclórica neste trabalho. Acho que os sons da floresta e das águas têm muita influência sobre nós, e diria que isso é bem brasileiro. Quando a floresta e as águas acabarem, o que não está muito distante, isso continuará sendo algo do Brasil, mas nesse caso, da memória do Brasil. Acho que representamos a música brasileira de uma maneira bem particular.

Qual é o papel de silêncio na música?

Desde o 4’33’’ do John Cage, o silêncio ganhou status de elemento de linguagem de destaque na música universal. Cada cultura usa este elemento de uma forma e ele é usado desde sempre. Isso não é diferente conosco. É como cozinhar: você escolhe os temperos e os ingredientes e os equilibra para alcançar um sabor desejado. Na música, o silêncio, da mesma forma que o som, são ingredientes que convivem para a existência da composição. Mas da mesma forma que podemos servir algo puro para comer, Cage nos serviu apenas silêncio em sua música. Isso nos fez olhar para o silêncio de uma forma mais respeitosa, acredito eu.

Como está o mercado fonografica no brasil?

O Brasil, por ser um vasto país, muito rico em música aonde quer que seja, vai se adaptando aos problemas (que sabemos serem globais) desta indústria de maneiras particulares. Acho que todos os países que têm uma cultura musical arraigada devem estar passando por algo parecido neste momento. Tudo está se arrumando de uma nova forma, e a música, por ser uma forma de arte que não depende diretamente da indústria para existir, acabou virando bode expiatório de uma nova ordem, justamente por ter uma industria em torno de si, mas não depender exclusivamente dela. É um paradigma. Fazer discos de qualidade é absolutamente possível sem ter que gastar muito. Isso torna o disco algo mais descartável. A maioria dos artistas ganham mais fazendo shows que vendendo discos. Os shows são experiências coletivas únicas, e a crise da industria tornou o show algo mais valioso. Eu e léo fazemos parte de outras bandas, com estilos bem diferentes de música, e percebemos que acontece o mesmo. Não é uma questão de tipo de música. E´algo mais abrangente. A questão é que não devemos esperar pra ver o que vai acontecer, e sim colocar o dedo e fazer a mudança ser algo que traga coisas boas pra quem faz e vive de música.

Quais são os seus planos para Duplexx no futuro? Shows? CDs? MP3s no internet?

Os planos são de fazer cada vez mais shows, tentar levar a nossa música mais pra fora do Brasil, pois acreditamos que ela é algo universal e claramente o som que fazemos tem mais apreciadores na Europa que no nosso país, infelizmente. No Brasil vivemos um problema educacional grave, e no que diz respeito aos estrangeiros, ainda somos vistos, em parte por nossa culpa, como um país de grandes prazeres sexuais, bom futebol, boa comida, e não ligam muito para o que pensamos. É um pouco difícil, apesar da mísica brasileira ser muito respeitada em todo o mundo.
O site (duplexx.com.br) é um canal aberto para colocarmos idéias frescas e amostras não só do duplexx, mas também de outros projetos nossos, mesmo que tenham pouco a ver com o duplexx, para que as pessoas conheçam. A nossa última apresentação rendeu uma gravação muito boa. Estamos trabalhando nela para lançar um disco ao vivo em breve. E paralelamente estamos fazendo muitos filmes junto com novas músicas, o que está fazendo existir um elemento visual indivisível da música em muitas de nossas apresentações. Isso tambem deve virar um album. Neste caso, um dvd seria mais apropriado. Essas são as bolas da vez.

Guyana


I’m going to Guyana tomorrow. Boa Vista, Roraima, Brasil and then on to Georgetown to be exact. I’ve got another job as sound recordist for a documentary. I’ve had about 2 weeks to get things together for this trip, so my musically oriented research has been pretty sparse. Here’s about what I know….

I heard about Chutney from DJ Feelfree of Visionary Underground a year or two ago, but he didn’t have anything to show me. Eventually, I found some stuff on soul seek, but wasn’t able to learn too much about the artists and the style or even the exact geographic distribution of it. As it turns out, Guyana and Trinidad are the main centers of Chutney. Check this article out – very detailed history of Chutney in the Caribbean. From the article….

“Chutney music came with the arrival of East Indian indentured laborers to the Caribbean. They were brought by the British as a replacement for the enslaved laborers on the sugar plantations, who were freed after emancipation. The majority of the indentured laborers came from……..Many of these East Indians settled in the then British colonies of British Guiana, now Guyana, Trinidad and Jamaica……”

Wikipedia has something to say about Chutney. the tracks I’ve found of Chutney vary from Hi-NRG Bollywood dance to Reggaeton and more straight acoustic Chutney (not much of this). So, I’m on the look out….

uh, did I not say, Hi-NRG dance music?

You can check out some samples and a very cool collection of album covers here.

Here’s a whole list of Desi Chutney Internet Radio Stations.

And now some video….

GuyanaNJ FM Desi Radio presents Wedding Dance in Essequibo Coast, Guyana.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=B3p2UT9mTEs]

I’ll check back in later…..