This is a mix I did as for Automation Records for their donation to our Beyond Digital project back in June. File under heavy, hard, experimental, electronic with nasty bits of noise and many different languages, but, oh! then there’s a mellow moment (must be El Remolon!)…..and so on. a few exclusive tracks too. Feel free to blog and distribute freely. Big, big, BIG UP to Jeremiah from Automation Records for his donations not only to Beyond Digital, but also to Quilombo do Futuro!!
1. Automation – DJ Sobrino
2. Track 5 – Unknown Artist
3. Killer Sound (Heavy Feet Remix) – Zinc
4. Kuduro Caliente – Prophex
5. Monolith – Migrant
6. Rub-A-Dub Bounce – DJ Flack
7. Atoanagaroa – Rodrigo Brandão
8. Gwababa (schlachthof Bronx Remix) – Spoek Mathambo
9. Bhangra Dance (Zeder Remix) – Zombies for Money
10. Eloy vs. Mbz – Villa Diamante
11. Aonde está Meu Outro Par de Sandalia Havaiana – DuSouto
12. Mikono Kweney Hewa – Muthoni the Drummer Queen
13. Samborigeno (Maga Bo Remix feat. Funkero) – DJ Farrapo
14. Ransom (Fletcher’s Deepest Darkest Dub) – Maga Bo
15. Red Skin Girl (ATCR Remix) – A Tribe Called Red
16. Black History Month – Saul Williams
17. Coragem – Unknown Artist
18. Skunky – Kanka
19. samba reggae break
20. Bills – Bird Peterson
21. El Mudo (Santos Tijuanero Remix) – unknown artist
22. Nwampfundla – Tshesha Boys
23. Amen Break
24. Rumbling Cork Screw – Otto Van Schirach
25. Systema Fobica (Ubaranamaralina) – BaianaSystem
26. Dem Can’t Stop We From Talk – Anthony B Meets Subatomic Sound System
27. NYC-2-Africa Dubstrumental – Subatomic Sound System & Nomadic Was
28. La Cola Lex – El Remolon
29. Bonafidekilla (Aaron Spectre Remix) – Math Head
30. First Anal – Fury Project
31. Ta Violento – Javier Estrada & Boogat
32. El Cuco – Nerd Rage & Sluggo
33. The Beach Era (DJEF Mix) – El Remolon
34. Black Monday (Maga Bo Remix) – Teleseen
Russo Passapusso, one third of Bemba Trio, vocals for BaianaSystem, straight out of Salvador, Bahia, comes correct with this track and video (filmed in Shanghai, China during one of BaianaSystem’s recent tours there).
I had the honor of having Russo’s participation on one track for my new album, Quilombo do Futuro. coming in april.
Chopped and cut at Casa de Jones, Brooklyn, NYC. Extra special thanks to Geko Jones for helping make this happen.
If the downloads are gone at the above link, you can find more here: http://official.fm/tracks/338273
I’m still running my Kickstarter project. Massive thanks to the over 100 donors! We’re now 51% funded! Still a ways to go – please help support the project by spreading the word on Facebook, Twitter, blogs, email, carrier pigeon, spraypaint, shouting from your balcony, etc. Here’s the link again: http://www.kickstarter.com/projects/comandodigital/maga-bo-quilombo-do-futuro-new-album-release
This mix is a compilation of music that has profoundly inspired my new release “Quilombo do Futuro.” This music contains a wisdom and connection with the universe that I don’t find in electronic music (or at least very rarely). Not one of the songs was created using a computer. These beats will challenge your Ableton auto warp engine with their (beautiful) irregularity. The velocity sensitivity on these drums will absolutely defy your groove quantize extractor. These drums are triggered by human hands in real time. It’s analog and human. It’s coco, samba, samba recôncavo, sambareggae, capoeira angola, jongo and maculelê.
1. Canto II – Clementina De Jesus/Tia Doca/Geraldo Filme
2. Coco De Manoel – Mestre Salustiano
3. Coco Do Pneu – Cila Do Coco E Seus Pupilos
4. Godê Pavão – Samba de Coco Raízes de Arcoverde
5. Repente Alagoano – Beija Flor e Treme Terra
6. Field Recording (source unknown) of Samba de Roda do Recôncavo Bahiano (artists unknown)
7. Percussão – Boi Paz do Brasil da Sociedade Junina Turma de São João Batista
8. Maculelê – Capoeira Mestre Suassuna
9. Levanta A Saia Lá Vem a Maré – Mestre Morães
10. Samba Reggae – Samara Capoeira
11. Eu Não Sou o Primeiro – Olodum
12. O Mais Belo dos Belos – Ilê Ayê
13. Princesa Isabel – Luma & Só do Samba
14. Field Recording (source unknown) – Jongo do Quilombo São José, Rio de Janeiro
Some pretty big news – 3 years in the making, my new record, QUILOMBO DO FUTURO is finished and I’m now in the process of getting it out into the world. For that, I’m asking for YOUR help! While the music is finished, a lot of things still need to be done. I’ve started a Kickstarter project to raise funds to make this release possible.
In exchange for your donation, I’m offering a series of different prizes – from a digital download of the record, the remixes, instrumentals and acapellas, to a skype consultation, a custom DVD playlist, a mixtape, a DJ set or even a 1 day workshop. So, yes, you actually get something in return (aside from warm fuzzy feelings of helping this music see the light of day, of course!) for your donation.
You can read more details about the project and see (and listen!) a video about the record here:
All funds raised by the Kickstarter project will go to making this release a reality – mastering, artwork, duplication, publicity and web design.
If you’re not able to donate, but would still like to help the project, please tell people about this – post it to facebook, pass this email along, tweet about it, post it on your blog, etc. Every little bit helps – especially YOUR participation! If you have any questions, don’t hesitate to ask…..
um dia lento….acordei tarde, mesmo que dormí pouco. fiz as ultimas preparações pro jam session, o “Rustle.” reuní com o Jason e o Rais (morchang, vocais) e tentamos umas batidas/melodias/ ideais que deixou tudo mundo mais tranquilo em termos de como seria o set. Conseguí dar um tempo não só pra ver o por do sol, mais tambem pra curtir o set da Rupa and the april fishes, que totalmente arrebentaram.
O “Rustle” deu muitissimo certo – Jason no beatbox e efeitos, eu nas batidas, Rupa e a banda dela – cello, baixo, batera, trompete, tabla, o guitarrista do Yuri Honing, os rajasthanis – kartal, baupang, dholak, morchang, parveen nas vocais e muito provavalmente tô esquecendo de umas pessoas… enfim, muita gente no palco, muita energia, tudo improvisado, casa cheia. foi demais, muito divertido.
hoje e dia de despedida, viagem de jodhpur para Bombay. Nem sei aonde eu vou lá….provavalmente vou pro bairro de Colaba, que é onde ficam os hoteis baratos (quer dizer backpacklândia). aí, tenho uns dias livres pra passeiar, relaxar antes do meu set no blue frog na quarta feira. saíndo pro aeroporto…..
passei uma boa parte do dia tentando entender o que estava acontecendo com o meu controlador e como eu podia tocar com ele (a solução foi não tocar nos ultimos 3 faders – nem um pouco, se tocar, da um sinal de midi generalizada que muda todos os parametros numa vez só). Aí, ainda tinha coisas pra fazer com o meu set – integrando as novas músicas nele e preparando sequencias interessantes especificamente para RIFF.
Mais uma vez, dei uma escapada pra ver o por do sol, que é lindo de cima no forte.
Rais Khan de Darohar (de Jason Singh) tocando morchang na passgem de som
Na passagem de som, arrumei uma mesa pra mim (sempre um desafio, tem que ser tipo 110 – 120cm de altura – aqui foi duas mesas uma em cima da outra) e organizamos como seria as transições entre os artistas. Seria Hada abrindo, Jason Singh e Darhodar, Jaipur Kawa Brass Band e depois eu pra fechar a noite (tipo, 1h até as 2:30). Pronto, fui jantar (ainda curtindo MUITO a comida vegetariana pros artistas), deitar um pouco em algum quarto do labirintho do forte.
o scenário do nosso palco - mehrangarh fort
Jason acabou abrindo a noite (o Hada deu uma sumida e não fez a passagem de som). Morchang, karkal, dholak, baupang, harmonium, 3 cantores e o jason fazendo beatbox e efeitos com 2 kaos pads. foi muito bem recebido – especialmente quando ele mandou um tech house trocando riffs com o morchang. a Jaipur Kawa Brass Band, nem entrou no palco – foi diretamente pra pista e ficou circulando entre as pessoas. Aí, entrei…..deu tudo certo. comecei com uma sequencia de músicas indianas – dhin ka chika em versão rajasthani, umas bhangras e remixes de músicas de bollywood. aí, mandei uma cumbia/bollywood mashup e as pessoas acompanharam. daí, toquei de tudo. Esse ano, teve poucas pessoas fazendo pedidos…só uma pessoas que entrou no palco e ficou empurrando o celular dela na minha frente. Ainda lembro do ano passado quando uma pessoa chegou gritando algo pra mim e respondí que eu não podia conversar com ela por que eu estava concentrando. ela falou que eu não precisava conversar, só escutar, e por favor, toca salsa! haha o controlador só se desligou 2 vezes durante meu set. acho que eu conseguí fingir bem que não aconteceu nada….haha
acabei saindo de lá as 4:30 destruido de cansaço com um gripe querendo entrar. fica meio dificil cuidar do corpo na pressão do trabalho…..
fiquei até tardão escutando, selecionando, editando e warpeando os frutos das compras de ontem. de manhã, almoço de frutas, café (é – tava precisando) e masala dosa (oba!). Mais um tempo pra editar no quarto.
um dia intenso de edição – músicas inteiras (eletrônicas, e tambem mais organicas, de raíz, outras só para samplear um trechinho), efeitos de som, loops de harmonia e percussão. Passei um tempo editando com o Hada. vendo o set dele (ele tem poucas músicas originais, mas vamos arrumar um set de 30 minutos pra ele abrir a noite).
DJ Hada preparando o set dele
Era para arrumar uma sessão de gravação de dhol na parte de tarde, mas simplesmente não deu tempo. Mesmo que não deu pra ensaiar com o Jason, deu pra fazer uma sessãozinha, só eu, ele e o meu computador. Separando batidas e samples pra usar no Rustle, ou jam session no sabado. Acho que vai ser muito bom.
deí uma rapida fugida e subí nas paredes da fortaleza pra ver o por do sol e a cidade azul por baixo.
o primeiro concerto do festival era pra começar as 18h, e depois não podia fazer barulho (alem dos shows, claro). Perdí a boa parte dos shows – estava editando ainda. Conseguí ver o show da Kavita Senth (em cima), uma cantora que ficou famosa por umas músicas no Bollywood, fazendo uma performance misturando elementos de música sufi com música rajasthani. Depois foi o Yuri Honing, de holanda. Fiquei feliz de encontra a Rupa, que conhecí em São Francisco ano passado. Ela toca com a banda dela, Rupa and The April Fishes no sabado.
De volta no meu hotel, liguei todo o equipamento pra ensaiar o meu set e descobrí que o meu controlador sofreu durante a viagem – agora tocando livremente no fader do master faz que passa um sinal de midi que simplesmente faz caos em todas as configurações. MERDA. tentei de tudo pra resolver a situação – desligar/ligar novamente, trocar todos os cabos, etc. mas, parece que o controlador ta fudido mesmo. bom, vou ter que dar um jeito e tocar mesmo assim….não é nada facil arrumar outro num dia só. caralho…bom, vai dar certo…
Nada mau indo trabalhar todo dia numa fortaleza do seculo 15….só que a internet ta meio ruim….acho que não previsaram esse tipo de rede naquela epoca… hoje foi dia de comprar discos na cidade com o objetivo de procurar músicas rajasthanis para samplear/remixar/refixar.
Na verdade, fiquei um pouco supreso – não tinha tanta coisa de música rajasthani. na media, os estoques das lojas ou camelôs tinham uns 15 ou 20% voltado aos lançamentos rajasthanis. A maioria do espaço era voltado a música de Bollywood, música religiosa (hindu principalmente) e DVDs (todos os ultimos lançamentos de Bollywood (parece que a indústria Bollywood está começando fazer filmes com menos canto/dança e dando mais atenção ao roteiro, que eu gosto. fiquei mais a fim de ver os filmes que estão passando ultimamente por aqui do que quando comecei visitar Índia em 1999).
Achei uma música rajasthani que é meio imitação de uma Bollywood hit do momento, com video e tudo. Não conseguí achar a versão local, mas aqui é a versão original (Bollywood):
Cantada em Maruadi, o Hada garanta que o pessoal aqui vai gostar (mas que não ia gostar se eu tocasse a mesma música na versão bollywoodiana). Achei música tradicional rajasthani instrumental com só percussão (umas coisas com o famoso Nathulal, que eu conheçí ano passado e que já tocou com tudo mundo, meio o Tito Puentes de Rajasthan), tambem “Rajasthani Tunes on Band” – metais! e que tal, “Rajasthani Sexy Songs” – remixes e refixes e versões rajasthanis de Bollywood.
Passei uma loja de instrumentos musicais. meio triste – a maioria dos instrumentos eram bem velhos e cobertos de poeira. Mas, tinha 2 baterias mechanicas – não eletronicas, mechanicas. normalmente usadas nos templos hindus (o filho do Nathulal, que é musico tambem, reclamou muito disso – o templo de Brahma em Pushkar trocou eles como os bateristas oficiais do templo para uma bateria dessa). Bom, posso dizer que é alto pra caralho – essa parte funciona muito bem – alerta o pessoal que é hora de ir pro templo, mas bom, falta uma certa humanidade, sabe?
tomamos suco de “pome granada.” o que é mesmo em português? bom demais! e seguimos pra curtir mais comida da rua – “as melhores samosas do mundo.” Tirei umas fotos e daqui a pouco todo mundo da loja queria que eu tirasse o retrato dele e mostrasse na telinha depois. E, parece que todos ficaram bem satisfeitos com o resultado.
Agora é hora de digitalizer todos os CDs, escutar tudo e começar integrar os sons no set….
…..tem uma grande diferença na qualidade das gravações. desde o que parece 28kbps com a 192kbps a VCDs (a unica maneira de conseguir certas músicas) e DVDs (as Rajasthani Sexy Songs deve ter Sexy videos tambem…) fase invertida até 16/44 estéreo bem gravado. São 12 discos ou uns 1000 + músicas de tech house rajasthani bollywood DJ mashups á ritmos pesados com dhol ou o tradicional voz e harmonium. Tem variás faixas que acabei só gostando de um trechinho e separo pra samplear. Tem outras com um grito esquisito de um cara ou o riso de uma mulher sampleados com efeito de som de syntetizador cafona usado libramente em variás. tipo o “chão” ou “dedinho pro alto” ou catra fazendo o tamborzão em beatbox. Achei um ” jija tu kalo mai gori” com aquelas vozes quase impossívelmente agudas cheio de mel ou açucar ou seí lá o que e as tablas e cordas de Bollywood. Adoro.